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Alvinegro questiona condutas atribuídas a profissionais do Ação e do Atlético Matogrossense e avalia encaminhar o caso à CBF. Clube pede apuração e atenção às regras de transferência de atletas
Data: 17/10/2026 - Por: Da Redação
Em nota oficial publicada nesta sexta-feira (16), o Mixto explicou que as atletas mencionadas fazem parte do projeto de desenvolvimento do futebol feminino iniciado pela instituição em 2026. Conforme o comunicado, as jogadoras estão registradas pelo clube no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
A manifestação ocorre às vésperas do Campeonato Estadual Sub-17 Feminino. O Alvinegro destaca que mantém um planejamento voltado à formação de atletas para as categorias Sub-15, Sub-17 e Sub-20, com investimentos em profissionais, estrutura e preparação para as competições.
Na avaliação do clube, as situações relatadas podem envolver aliciamento de atletas vinculadas a outra equipe. O Mixto cita o artigo 240 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) como referência para a análise disciplinar, além de mencionar os princípios estabelecidos pela Lei Geral do Esporte.
Diante dos fatos, a diretoria informou que encaminhou notificações aos presidentes do Ação e do Atlético Matogrossense. O clube, no entanto, ponderou que não há confirmação de que os dirigentes das duas equipes tivessem conhecimento prévio das condutas atribuídas aos treinadores.
O caso também foi comunicado ao TJD-MT e à Diretoria de Competições da FMF. Entre as solicitações do Mixto está a atenção aos procedimentos relacionados ao registro, à liberação e à transferência de jogadoras, assim como a análise de possíveis responsabilidades.
O departamento jurídico alvinegro ainda estuda formalizar uma manifestação junto à CBF. Segundo o clube, os profissionais citados possuem certificação da entidade, o que motivou a avaliação de medidas para que as situações relatadas também sejam examinadas conforme as normas éticas do futebol brasileiro.
Apesar de contestar as abordagens, o Mixto afirmou reconhecer a liberdade de escolha das atletas. A instituição, porém, defende que essa autonomia seja respeitada dentro dos procedimentos e das regras que disciplinam as relações esportivas entre clubes e jogadoras.
Procurada pela reportagem para informar se recebeu a comunicação e quais providências pretende tomar, a Federação Matogrossense de Futebol não havia respondido até o encerramento desta matéria.