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Aos 16 anos, Livas Tarcílio Damázio já começa a escrever seu nome entre os jovens talentos do tênis brasileiro. Nascido em Cuiabá, o atleta deixou as primeiras quadras da capital mato-grossense para construir uma carreira que já inclui títulos, competições internacionais, convocações para a Seleção Brasileira e presença no ranking profissional.
O mais recente capítulo dessa trajetória foi vivido em Bogotá, na Colômbia. Livas representou o Brasil no Campeonato Sul-Americano por Equipes até 16 anos e teve participação decisiva na estreia diante da Venezuela.
Depois de Victor Pignaton vencer Javier Montoya por 6/0 e 6/1, Livas entrou em quadra e superou Santiago Rodriguez por 6/3 e 6/1. O resultado garantiu o segundo ponto brasileiro e deixou a equipe em vantagem. Nas duplas, Henrique Vialle e Victor Pignaton confirmaram a vitória por 3 a 0.
A atuação na Colômbia reforça uma trajetória construída com muito trabalho desde a infância. Para Livas, representar o Brasil é uma responsabilidade que se soma ao sonho de chegar ao circuito profissional.
“Minhas expectativas são boas. Venho treinando bem e trabalhando duro. Espero fazer um bom torneio, jogar bem e defender o meu país”, declarou o tenista.
Antes das viagens internacionais e dos torneios de alto nível, Livas era apenas uma criança começando a conhecer o tênis em Cuiabá.
Ele iniciou os treinamentos aos cinco anos na Academia Tennis Company, sob orientação do próprio pai, Tarcílio Damázio. A parceria dentro das quadras durou até os 12 anos e foi fundamental para os primeiros passos da carreira.
“Comecei aos cinco anos com meu pai, na Academia Tennis Company. Ele é treinador lá e treinei com ele até os meus 12 anos”, contou.
Aos 12 anos, veio uma das decisões mais importantes da carreira. Livas deixou Cuiabá e se mudou para São Paulo para buscar uma estrutura de treinamento mais voltada ao alto rendimento.
Na Rede Tênis, passou a enfrentar uma rotina intensa, com preparação física, treinos técnicos, torneios e viagens. A mudança também significou aprender a conviver com a distância de casa em busca de um objetivo maior.
O trabalho realizado nos últimos anos trouxe resultados expressivos. Livas entrou no grupo dos 100 melhores tenistas juvenis do mundo na categoria até 18 anos.
No simples, conquistou títulos em Salvador e Foz do Iguaçu e chegou à decisão de um torneio em Gladbeck, na Alemanha. Nas duplas, já são quatro títulos conquistados.
Os resultados também aumentaram sua presença no cenário internacional e abriram portas para competições contra atletas de diferentes países.
Mesmo ainda atuando no circuito juvenil, Livas já começou a testar seus limites diante dos profissionais.
Em 2026, em Cuiabá, conquistou seu primeiro ponto no ranking da ATP. A marca o colocou como o primeiro sul-americano nascido em 2010 a pontuar no ranking profissional.
O jovem também disputou dois torneios profissionais em São Paulo antes da competição pela Seleção Brasileira. Em uma das disputas, conseguiu superar o qualifying e avançar para a chave principal.
Além dos resultados, os torneios servem como experiência para enfrentar adversários mais velhos e acostumados ao circuito profissional.
A experiência defendendo o Brasil também começou cedo. Em 2024, Livas participou do Mundial por Equipes até 14 anos, realizado na República Tcheca. A equipe brasileira alcançou a final e terminou com o vice-campeonato diante dos Estados Unidos.
No ano seguinte, o cuiabano voltou a vestir a camisa da Seleção no Sul-Americano até 16 anos. O Brasil conquistou o título e garantiu presença no Mundial da categoria, disputado no Chile.
Agora, aos 16 anos, Livas segue acumulando experiências internacionais e ampliando seu espaço no tênis.
A distância de Cuiabá não apagou as raízes do jovem atleta. Foi na capital mato-grossense que tudo começou e onde nasceu o sonho de transformar o tênis em profissão.
Entre títulos juvenis, torneios internacionais, convocações para a Seleção e o primeiro ponto no ranking profissional, Livas Damázio vem construindo uma trajetória de crescimento.
Ainda no início da carreira, o cuiabano já ultrapassou algumas das primeiras barreiras e começa a mirar desafios cada vez maiores. O caminho até o topo ainda é longo, mas os primeiros passos mostram que Mato Grosso tem um jovem talento pronto para buscar seu espaço nas quadras do mundo.