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A Federação Alemã de Futebol (DFB) decidiu não assinar a carta de apoio à reeleição de Gianni Infantino para a presidência da FIFA, em um movimento que amplia os questionamentos em torno da atual gestão da entidade. A posição da Alemanha, uma das federações mais influentes do futebol mundial, é vista como um sinal de insatisfação com os rumos administrativos da organização.
A decisão foi tomada pelo presidente da DFB, Bernd Neuendorf, que optou por não se comprometer com a candidatura de Infantino para um novo mandato. A informação foi divulgada pelo jornal alemão Bild e repercutiu nos bastidores do futebol internacional, especialmente por ocorrer em um momento de crescente debate sobre a governança da FIFA.
O episódio acontece após a polêmica envolvendo o atacante Folarin Balogun, da seleção dos Estados Unidos. Expulso em uma partida, o jogador teve sua punição transformada em período probatório, o que permitiu sua participação no confronto seguinte contra a Bélgica. A mudança gerou discussões sobre os critérios adotados pela entidade em decisões disciplinares.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a revisão da penalidade teria ocorrido após um contato do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com Gianni Infantino. A revelação levantou questionamentos sobre possíveis interferências externas em processos que deveriam seguir critérios exclusivamente esportivos.
Embora não existam provas públicas de irregularidades na condução do caso, a situação alimentou críticas e reacendeu discussões sobre transparência, independência institucional e credibilidade das decisões tomadas pela FIFA.
A postura adotada pela Federação Alemã ganha ainda mais peso por sua relevância no cenário internacional. A recusa em apoiar antecipadamente a continuidade de Infantino pode influenciar outras federações a reavaliar suas posições antes da eleição presidencial da entidade.
Com o pleito marcado para março de 2027, em Rabat, no Marrocos, o ambiente político dentro da FIFA tende a se intensificar nos próximos meses. O processo eleitoral deve ampliar os debates sobre governança, autonomia administrativa e mecanismos de controle, temas que vêm ganhando destaque entre dirigentes e associações nacionais.
Nesse contexto, a decisão alemã representa um novo capítulo na disputa política pelo comando da FIFA e pode ter impacto direto na formação de alianças e no posicionamento de outras federações até a definição da próxima liderança do futebol mundial.