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De olho na Copa de 2027, CBF destaca avanço e crescimento do futebol feminino no Brasil

Nos últimos cinco anos, competições adultas e de base femininas cresceram em número de partidas, clubes participantes, transmissão e valores das cotas de participação e premiação

Data: 16/07/2026 - Por: Da Redação


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   Crédito Foto: Staff Images/CBF

Com a Copa do Mundo Feminina de 2027 se aproximando, o futebol feminino brasileiro atravessa uma fase de fortalecimento impulsionada por mais competições, maior participação de clubes, ampliação do calendário e investimentos recordes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Os números mostram a evolução da modalidade. Em comparação com 2021, o cenário atual conta com nove competições nacionais, contra seis realizadas há cinco anos. O número de equipes participantes cresceu de 58 para 79, enquanto a quantidade de partidas disputadas passou de 398 para 712, representando um aumento de quase 80%.

A temporada de 2026 também registra crescimento em relação ao ano anterior. O total de jogos aumentou 26,4%, impulsionado principalmente pela expansão das competições nacionais. O Brasileirão Feminino A1 teve mais datas e partidas, assim como as Séries A2 e A3. A Copa do Brasil Feminina, retomada recentemente, também ampliou o volume de confrontos.

Para ampliar o alcance das competições, a CBF reforçou a transmissão dos torneios por meio da CBF TV. Atualmente, todos os jogos da Copa do Brasil Feminina, do Brasileirão A1 e dos campeonatos nacionais Sub-20 e Sub-17 são exibidos pela plataforma. As fases decisivas das Séries A2 e A3 também contam com cobertura oficial.

De acordo com a gerente de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino, a ampliação do calendário representa um fator decisivo para o desenvolvimento das atletas. Com mais partidas ao longo da temporada, as jogadoras ganham experiência, aumentam o ritmo competitivo e chegam mais preparadas ao alto rendimento.

Além dos benefícios esportivos, o crescimento das competições permite que os clubes organizem melhor suas temporadas, fortaleçam suas estruturas e planejem investimentos de longo prazo.

A evolução da modalidade também se reflete na valorização financeira. Para 2026, a CBF elevou significativamente as cotas de participação e premiações. No Brasileirão Feminino A1, os clubes passaram a receber R$ 720 mil pela participação na primeira fase, valor duas vezes maior que o da temporada anterior. O campeão recebe R$ 2 milhões e o vice-campeão, R$ 1 milhão.

A Supercopa Feminina também teve reajuste nas premiações, enquanto as Séries A2 e A3 registraram aumentos expressivos nas cotas de participação. A Copa do Brasil Feminina dobrou os valores distribuídos aos clubes em todas as etapas da competição.

O investimento na formação de atletas segue como uma das prioridades da entidade. Desde 2024, a CBF destina recursos às federações estaduais para a realização de torneios femininos de base. O projeto, inicialmente voltado às categorias Sub-15 e Sub-17, passou a contemplar também o Sub-20 em 2026.

Outra novidade é a integração dos campeonatos estaduais aos torneios nacionais de base. Os campeões estaduais das categorias Sub-17 e Sub-20 das federações mais bem colocadas no ranking nacional passaram a garantir vagas nas competições brasileiras, ampliando o acesso de novos talentos ao cenário nacional.

Dentro do planejamento para o ciclo entre 2024 e 2029, a CBF estima investir mais de R$ 685 milhões no futebol feminino. A meta é ampliar em 41% o número de datas do calendário nacional e aumentar em 84% a quantidade de partidas promovidas pela entidade.

A estratégia busca preparar o futebol feminino brasileiro para um novo patamar de desenvolvimento, aproveitando a visibilidade que será gerada pela realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 em solo brasileiro e fortalecendo a presença do país nas principais competições internacionais dos próximos anos.










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