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MP aponta irregularidades, pede anulação de contas e intervenção judicial no Corinthians

MP reforça pedido de intervenção no Corinthians e questiona aprovação das contas com rombo milionário

Data: 05/05/2026 - Por: Da Redação


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   Crédito Foto: Yago Rudá

O Ministério Público de São Paulo voltou a solicitar à Justiça a intervenção no Corinthians, colocando em xeque a aprovação das contas referentes a 2025. O promotor Cássio Conserino sustenta que o processo apresenta irregularidades e aponta indícios de má gestão diante do cenário financeiro do clube.

Entre os pontos destacados na manifestação, está a participação de Haroldo Dantas em uma reunião do Conselho Fiscal que recomendou a aprovação das contas com ressalvas. O dirigente, que também atua como advogado de empresas ligadas ao presidente Osmar Stabile, estava afastado da função justamente por conflito de interesses.

Mesmo impedido, Dantas esteve presente no encontro realizado no Parque São Jorge e assinou a ata que serviu de base para a análise dos conselheiros, fato que, segundo o promotor, compromete a legalidade do procedimento.

Outro aspecto criticado é a atuação do CORI (Conselho de Orientação), que, conforme o MP, não identificou a irregularidade, nem detalhou as ressalvas apresentadas ou sugeriu medidas para corrigir os problemas apontados.

Além disso, o Conselho Deliberativo também é alvo de questionamento por ter aprovado as contas mesmo diante de um déficit de R$ 143 milhões no exercício de 2025 e de uma dívida que já supera R$ 2,7 bilhões. Conserino solicita que os conselheiros envolvidos na votação também sejam responsabilizados.

Na avaliação do promotor, há uma falha estrutural nos mecanismos de controle interno do clube, o que evidencia a necessidade de uma intervenção judicial. Ele ainda ressalta que a aprovação com ressalvas não enfrentou temas essenciais, como a viabilidade financeira do Corinthians e a estratégia para reduzir o endividamento crescente.

O pedido será incorporado a outros documentos já em análise pelo Judiciário.

Vale lembrar que o Ministério Público já havia aberto, em dezembro do ano passado, um inquérito civil para apurar possíveis irregularidades no clube, naquela ocasião relacionadas ao uso de cartões corporativos.










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