ACADEMIA FC
AA ARAGUAIA
CE DOM BOSCO
CUIABÁ EC
LUVERDENSE EC
MIXTO EC
NOVA MUTUM EC
OPERÁRIO VG
PRIMAVERA AC
UNIÃO ROO
O Mixto Esporte Clube informou que identificou o torcedor responsável por ofensas racistas e homofóbicas direcionadas à jogadora do Fluminense, Kathleen Luane, a Keké, durante a partida do Campeonato Brasileiro Feminino Série A1, realizada no domingo (26), no estádio Presidente Dutra, em Cuiabá.
De acordo com o clube, o caso ocorreu ainda no primeiro tempo, quando a árbitra Adriana Costa Farias acionou o protocolo antirracismo após ser comunicada sobre as ofensas pelas atletas da equipe visitante. A partida chegou a ser paralisada para a adoção dos procedimentos previstos.
O Mixto destacou que o torcedor foi identificado pelas forças de segurança e retirado do estádio, além de reforçar, em nota oficial, que não compactua com qualquer forma de discriminação e seguirá colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
A atleta Keké se manifestou publicamente nas redes sociais, relatando que foi alvo de uma fala racista vinda da arquibancada. Em seu posicionamento, ela descreveu o episódio como doloroso e reafirmou a importância de continuar lutando contra o preconceito.
A torcida organizada Pavilhão Alvinegro também repudiou o ocorrido e cobrou providências, destacando que o racismo é crime e não deve ser tratado como simples provocação entre torcidas.
O Fluminense, por sua vez, também se posicionou oficialmente, lamentando o episódio e informando que o torcedor foi conduzido à delegacia. O clube manifestou apoio à atleta e reforçou a necessidade de punição para casos dessa natureza.
O episódio reacende o debate sobre o combate ao racismo no esporte e a importância de medidas rigorosas para coibir atitudes discriminatórias dentro dos estádios.