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A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) decidiu, por unanimidade, rejeitar os recursos apresentados por investigados em um processo que apura suspeitas de estelionato ligadas a apostas esportivas. Entre os envolvidos está o atacante Bruno Henrique, do Flamengo.
Com a decisão, segue válida a autorização para o recebimento da denúncia do Ministério Público, garantindo a continuidade da ação judicial.
A defesa dos acusados argumentava que não houve a chamada “representação das vítimas”, exigida para esse tipo de crime, e tentava, com isso, anular o andamento do processo. No entanto, os desembargadores entenderam que documentos como comunicações de órgãos de integridade e respostas de casas de apostas são suficientes para sustentar a ação.
Com o processo mantido, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) busca ampliar as medidas já analisadas no caso, que envolve uma suposta manipulação de apostas esportivas. O órgão questiona decisão anterior do juiz Fernando Brandini Barbagalo, que havia acolhido apenas parte das acusações.
Entre os pedidos feitos pelo MP estão a suspensão de atividades financeiras e econômicas do jogador relacionadas ao futebol e às apostas, além da fixação de fiança no valor de R$ 2 milhões.
A promotoria também alerta para o risco de novos episódios, caso os investigados — Bruno Henrique e seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior — permaneçam com acesso ao mercado de apostas.
O caso continua em andamento na Justiça, com novos desdobramentos aguardados a partir das próximas decisões judiciais.