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Derrota para a Portuguesa aumenta pressão e Crespo fica ameaçado no São Paulo

Pressão interna cresce após tropeço no Morumbi, e treinador argentino passa a ser questionado no clube

Data: 23/01/2026 - Por: Da Redação


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   Crédito Foto: Rubens Chiri/SPFC

O ambiente no São Paulo ficou mais pesado após a derrota para a Portuguesa, na última quarta-feira, no Morumbi. O resultado acendeu um sinal de alerta e colocou o técnico Hernán Crespo sob forte questionamento nos bastidores do clube.

Internamente, a avaliação é de que o treinador argentino foi superado estrategicamente por Fábio Matias, comandante da Lusa. A leitura ganhou ainda mais peso pelo contexto do adversário, que disputa a Série D do Campeonato Brasileiro e opera com um orçamento significativamente inferior ao do Tricolor.

O cenário de pressão se intensificou com a saída de Márcio Carlomagno do cargo de superintendente geral. Figura central na gestão de Julio Casares e responsável direto pelo futebol, ele era o principal defensor do trabalho de Crespo e funcionava como um escudo para o treinador dentro do clube.

Entre os jogadores, o técnico também não é consenso. Apesar de nunca ter atuado contra o comandante, Luciano e outros líderes do elenco avaliam que o trabalho do antecessor, Luís Zubeldia, apresentava maior densidade tática e mais alternativas de jogo.

Os resultados em campo ajudam a explicar o desgaste. O São Paulo estreou com derrota por 3 a 0 para o Mirassol, venceu o São Bernardo por 1 a 0, sofreu o empate do Corinthians nos minutos finais em Itaquera e, na sequência, foi superado pela Portuguesa em casa.

Com apenas quatro pontos somados em 12 possíveis, o Tricolor ocupa posição fora da zona de classificação para o mata-mata e ainda terá um compromisso de alto grau de dificuldade pela frente: o clássico contra o Palmeiras, neste sábado, na Arena Barueri.

Uma fonte ligada ao clube resume o momento com franqueza: “O Crespo precisa mostrar evolução rapidamente. Se os resultados não vierem, a tendência é de mudança”.

O treinador recebe cerca de R$ 1 milhão mensais. Seguindo o histórico recente de rescisões no São Paulo, que normalmente envolvem multa equivalente a três salários, uma eventual demissão teria custo aproximado de R$ 3 milhões aos cofres do clube.










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