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A noite desta quarta-feira (21) ficou marcada como mais um capítulo negativo para o Cuiabá no Campeonato Mato-Grossense de 2026. Jogando na Arena Pantanal, o Dourado foi derrotado por 1 a 0 pelo Sport Sinop, pela quarta rodada da competição, e aprofundou a crise neste início de temporada. O resultado, tratado como vexatório pelo cenário e pela diferença histórica entre os clubes, gerou forte repercussão e um discurso contundente do técnico Eduardo Barros após a partida.
O único gol do confronto saiu aos 12 minutos do segundo tempo e teve contornos de pintura. Fransérgio recebeu a bola no meio-campo, avançou sem ser incomodado, driblou o goleiro João Carlos e finalizou com tranquilidade para garantir uma vitória histórica ao Sport Sinop. Com o triunfo, o time visitante chegou a cinco pontos e ultrapassou o próprio Cuiabá na tabela.
Apesar do revés, Eduardo Barros afirmou que o resultado não refletiu o desempenho apresentado pelo Dourado. Em tom de autocrítica, o treinador assumiu a responsabilidade pela derrota e destacou o volume ofensivo da equipe. “O maior responsável pelo resultado sou eu. Criamos muito mais. Foram 35 finalizações nossas contra apenas uma do adversário. Em um jogo assim, o resultado deveria ter sido diferente”, afirmou.
O comandante lamentou, no entanto, a baixa eficiência nas conclusões. “Finalizamos demais e acertamos pouco o gol. Tivemos sete chutes certos, bola na trave e um pênalti desperdiçado. Em um jogo desse tamanho, isso pesa”, avaliou.
Segundo Barros, a postura defensiva do Sport Sinop foi determinante para dificultar as ações ofensivas do Cuiabá. “Eles jogaram com um bloco muito baixo, congestionando o meio. Isso faz com que o jogo vá para as laterais”, explicou. O treinador também reconheceu que a ausência de um centroavante com maior presença física dentro da área pode ter feito falta. “Temos atacantes mais móveis. Não é um impeditivo, mas um camisa 9 mais alto ajudaria nesse tipo de confronto”, admitiu.
O aspecto emocional também foi citado como decisivo. Para o técnico, a juventude do elenco contribuiu para o nervosismo após o gol sofrido. “Uma equipe jovem sente o impacto do placar adverso. A ansiedade cresce, as decisões ficam precipitadas e a perda do pênalti aumentou essa carga emocional”, analisou, ressaltando ainda que o adversário soube administrar o tempo e o resultado.
Diante das cobranças da torcida, Eduardo Barros pediu paciência e reforçou que o clube vive um processo de reconstrução. “Não existe reconstrução imediata. Não se monta um time competitivo em 20 dias”, declarou. O treinador também lembrou as limitações financeiras do clube e a aposta em jovens atletas como parte do planejamento atual.
Com uma campanha irregular — uma vitória, um empate e duas derrotas —, o Cuiabá soma apenas quatro pontos e vive um dos piores inícios de Estadual dos últimos anos. A equipe tenta se reabilitar no próximo sábado (24), às 18h, quando enfrenta o Chapada fora de casa, no estádio Apolônio Bouret.