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MATO-GROSSENSE

Com desempenho abaixo do esperado, Cuiabá reconhece impacto no caixa e dispara: 'A Série B é insustentável'

O presidente Cristiano Dresch afirma que a temporada exigirá ajustes profundos

Data: 10/12/2025 - Por: Da Redação


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   Crédito Foto: Assessoria/Cuiabá

A volta do Cuiabá à Série B, depois de quatro anos seguidos na Série A, trouxe reflexos imediatos dentro e fora de campo. A temporada 2025 ficou marcada por eliminações prematuras — queda logo na primeira fase da Copa do Brasil para o Porto Velho, derrota na final do Mato-grossense para o Primavera e apenas a 10ª colocação na Série B — e agora também por um cenário financeiro negativo. A diretoria admite que encerrará o ano com prejuízo, ainda em fase de apuração.

Segundo o presidente Cristiano Dresch, o clube foi impactado pela queda brusca nas receitas, pelo baixo desempenho nas bilheterias e pelo aumento das despesas operacionais.

— Financeiramente foi um ano ruim, de prejuízo. Ainda não sabemos o valor exato — afirmou.

Receitas menores após o rebaixamento

O Cuiabá viu suas fontes de arrecadação diminuírem de forma considerável em 2025. A temporada contou com:

  • Cota de TV da Série B: R$ 4,6 milhões (bruto)

  • Liga Forte Futebol: R$ 3,737 milhões + garantia mínima de R$ 2,5 milhões (ambos com descontos)

  • Placas de publicidade: R$ 3,75 milhões

  • Copa do Brasil: R$ 1.378.125 pela participação na 1ª fase

  • Bilheteria: apenas R$ 649.214 na Série B, com média de 2.378 torcedores

  • Logística da CBF: passagens e hospedagem nos jogos fora

A diretoria preferiu não divulgar valores de patrocínios e ações de marketing.

Campeonato Estadual: prejuízo em todos os jogos

A participação no Mato-grossense também trouxe impacto negativo. Todas as partidas como mandante na Arena Pantanal fecharam no vermelho:

  • Mixto: – R$ 8.184,41

  • Luverdense: – R$ 20.310,52

  • Nova Mutum: – R$ 22.496,07

  • Sport Sinop: – R$ 25.991,86

  • CEOV (semi): – R$ 25.065,51

  • Primavera (final): – R$ 33.005,41

Somando tudo, o prejuízo no Estadual chega a R$ 135.054,78.

Série B também não deu lucro

Mesmo nos jogos considerados mais atrativos da Série B, a operação na Arena Pantanal terminou negativa. Os cinco maiores déficits foram:

  • Goiás: – R$ 66.633,56

  • Athletico: – R$ 59.854,34

  • Coritiba: – R$ 56.067,46

  • Novorizontino: – R$ 54.104,31

  • Remo: – R$ 43.664,88

A média de prejuízo nesses duelos ficou em R$ 56.464,11.

Conforme apurou o ge, custos altos de segurança, arbitragem e operação são os principais motivos da disparidade.

Dresch critica cenário econômico da Série B

O presidente do Cuiabá voltou a apontar que a segunda divisão vive um ambiente financeiro insustentável.

— A Série B é uma bolha, totalmente inflacionada. Vai estourar a qualquer momento. E estamos nos preparando para não sofrer as consequências — declarou.

Ele também criticou a disparidade salarial da competição:

— Tem jogador ruim na Série B ganhando 150 mil. Enquanto isso, no Cuiabá tem atleta de 3 ou 4 mil entregando muito mais que jogador de 200 mil por aí.

A folha salarial do time girou em torno de R$ 2,2 milhões, segundo informações do ge.

— Tem clube gastando R$ 120 milhões e arrecadando só R$ 40 milhões. Isso não fecha — completou.

Aposta na base e mudanças no elenco

Dresch reforçou novamente o foco na formação de atletas como prioridade para manter o clube competitivo e sustentável.

— Para um clube do porte do Cuiabá, a base é essencial. O Athletico-PR é a referência. Vamos colher os frutos no futuro.

O Dourado encerrou 2025 com um elenco jovem, média Sub-25, incluindo nomes como Calebe, Denilson, Juan Christian, Victor Barbara, David, Marcelo, Luis Soares, Gabriel Mineiro, Jadson e Nathan Cruz.

O dirigente confirmou que atletas serão negociados na próxima janela, não por necessidade emergencial, mas pela renovação natural do elenco. Mateusinho, Denilson, Max e Derik Lacerda estão entre os mais valorizados.

— Não adianta fazer loucura financeira. Quem faz, quebra. E aí o sonho acaba — concluiu.










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