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A eleição para a presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), marcada para o dia 2 de dezembro, ganhou um novo capítulo após a formalização de um pedido de impugnação envolvendo denúncias de irregularidades.
A chapa “Federação para Todos”, liderada por João Dorileo Leal e composta pelos vice-presidentes Reydner Souza (ex-União) e Algacyr Nunes da Silva Júnior (Vila Aurora), entrou nesta segunda-feira (24) com uma representação no Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA). No documento, a chapa solicita a impugnação da candidatura do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MT), Diogo Pecóra, que encabeça a chapa “Unidos pelo avanço do futebol”. A acusação aponta suposta inelegibilidade e diversas irregularidades no processo de registro da candidatura.
O pedido, também enviado à FMF, foi assinado pelo advogado Antonio Eduardo da Costa e Silva, que lista uma série de ações que, segundo ele, estariam em desacordo com a legislação esportiva vigente.
Entre as denúncias, a principal é que Diogo Pecóra teria oficializado sua candidatura sem se desligar previamente do cargo de presidente do TJD, o que, conforme a representação, viola as normas e poderia invalidar sua participação no pleito.
A chapa de Pecóra conta ainda com os seguintes vice-presidentes: Bruno Manfio (Primavera), Antonio José de Gois, Francisco Mendes e Marcinho Lacerda (Cáceres).
Outro ponto destacado pela “Federação para Todos” envolve o dirigente Francisco Mendes, que integra o Comitê Disciplinar da FIFA e atua como diretor-administrador do Instituto Brasiliense de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP). O IDP possui contrato ativo com a CBF, o que, segundo a denúncia, configuraria conflito de interesses.
A argumentação cita o artigo 24 da Lei Pelé, que proíbe que uma mesma pessoa participe simultaneamente da administração de entidades esportivas concorrentes. Além disso, o documento menciona que a função de Mendes na FIFA seria incompatível com a candidatura, conforme o artigo 49, inciso II, do Estatuto da FMF.
O advogado reforça que ambos os casos demonstram um claro conflito de interesses, contrariando o Código de Ética da CBF, que exige que dirigentes atuem com independência e sem vínculos que possam comprometer suas funções.
O pedido de impugnação também aponta que Bruno Manfio ainda seria sócio do Primavera Esporte Clube, o que segundo a denúncia violaria o artigo 33, inciso VI, do Estatuto da FMF — que proíbe ocupação de cargos por pessoas com participação direta ou indireta em entidades de prática esportiva.
Outras supostas irregularidades incluem a ausência da certidão criminal federal de Diogo Pecóra e a coleta de assinaturas após o registro oficial da chapa, contrariando os horários de protocolo.
A chapa “Federação para Todos”, além de João Dorileo Leal como presidente, é formada pelos vice-presidentes Geandre Bucair (Dom Bosco), Reydner Souza (ex-União), Leomar Lauxem (ex-Nova Mutum) e Algacyr Nunes da Silva Júnior (Vila Aurora).