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Técnico admite desafio criativo do Brasil e explica decisão sobre pênalti: “Era para tirar a pressão do Estêvão”

Melhor em campo e artilheiro desde a chegada do italiano, Estêvão marcou em penalidade deslocando o goleiro no primeiro tempo

Data: 19/11/2025 - Por: Da Redação


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   Crédito Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Carlo Ancelotti manteve o estilo sereno que já se tornou marca de suas entrevistas, mesmo após o empate por 1 a 1 entre Brasil e Tunísia, nesta terça-feira, em Lille. O duelo encerrou o ciclo de amistosos da Seleção em 2025, e o treinador reconheceu que a equipe enfrentou dificuldades para furar o bloqueio adversário. Ele também explicou a razão da mudança no cobrador de pênaltis ao longo da partida.

No primeiro tempo, Estêvão voltou a se destacar. Melhor jogador em campo e principal artilheiro da era Ancelotti, o jovem abriu o placar em cobrança de pênalti bem executada. Na segunda etapa, após Vitor Roque sofrer nova penalidade, foi Lucas Paquetá quem assumiu a responsabilidade. Segundo o técnico, a decisão foi planejada:

— Paquetá é o batedor principal. No segundo pênalti, mudei porque achei que seria bom tirar um pouco da pressão do Estêvão. E o Paquetá costuma cobrar com muita qualidade — esclareceu.

Ancelotti também destacou o mérito da Tunísia, que apostou em um sistema defensivo fechado, dificultando a criação do Brasil. A Seleção, que depende muito da velocidade de seus atacantes, encontrou poucos espaços para articular jogadas.

— Já esperávamos um confronto duro. A Tunísia defende com bloco muito baixo, e para o nosso estilo é complicado abrir esse tipo de marcação. Começamos mal, melhoramos depois e poderíamos ter vencido. No segundo tempo, fizemos o possível dentro do cenário — analisou.

A Seleção só volta a se reunir em março de 2026, para encarar França e Croácia em amistosos nos Estados Unidos. Em oito jogos no comando, Ancelotti soma quatro vitórias, dois empates e duas derrotas, com 14 gols marcados e apenas cinco sofridos.

Principais pontos da coletiva

Jogadores do Brasil x jogadores da Europa
— Não avalio se o atleta joga no Brasil ou no exterior. Avalio se ele é útil ao time. Evoluímos nesses dois amistosos e aprendemos a lidar melhor com equipes que jogam com linhas baixas.

Balanço da Data Fifa
— Foram duas semanas produtivas, com adversários de estilos bem diferentes. Criamos muito no primeiro jogo e menos no segundo, pelo tipo de marcação.

Copa do Mundo
— A lista está praticamente definida. Ainda há espaço para alguns nomes, e o calendário até lá é pesado. Lesões podem alterar muita coisa. Mas confio plenamente no grupo e no ambiente construído.

Expectativa até março
— Seguimos acompanhando todos os atletas. Manteremos contato constante até a próxima convocação.

Uso de três zagueiros e variações táticas
— Com Danilo, mantivemos uma linha de quatro sem a bola. Com ela, formamos saída de três, somando Casemiro e liberando cinco jogadores para atacar. Funcionou bem e já usamos essa variação contra Senegal.

Planejamento e logística
— Agora vamos ao sorteio da Copa, depois aos Estados Unidos para escolher centros de treinamento. Em seguida, foco total na preparação.

Oscilação de desempenho entre os dois jogos
— É natural que o segundo jogo antes do retorno aos clubes seja mais difícil de preparar. Além disso, tivemos baixas por lesão que influenciaram na intensidade da equipe.










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