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MATO-GROSSENSE

'Quem me deve, vai pagar', afirma Cristiano Dresch em tom firme

O principal exemplo levantado por Dresch foi o Corinthians, que contratou Raniele no início de 2024

Data: 09/11/2025 - Por: Da Redação


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   Crédito Foto: Divulgação

Antes da bola rolar para Cuiabá x Goiás, na noite desta sexta-feira (7), na Arena Pantanal, pela 36ª rodada da Série B, o presidente do Dourado, Cristiano Dresch, voltou a cobrar publicamente clubes da Série A que possuem dívidas com o time mato-grossense.

Em entrevista à ESPN, o dirigente citou novamente o Corinthians, que contratou Raniele em janeiro de 2024 e pagou apenas duas parcelas do acordo. Segundo Dresch, o clube paulista ainda deve cerca de R$ 19 milhões ao Cuiabá e está sob Transferban desde 12 de agosto.

“Nós vendemos o Raniele para o Corinthians esperando receber. Eles utilizaram o atleta, que hoje é ídolo, sem quitar o valor. Recebemos R$ 1,4 milhão de R$ 19 milhões. Isso prejudica não só o Cuiabá, mas outras equipes”, ressaltou.

“O Corinthians permanece na Série A com um elenco que não pagou, e isso é um problema do sistema. A CNRD precisa trabalhar mais rápido. Há casos que demoram anos para serem resolvidos, quando poderiam ser julgados em meses”, completou.

O presidente citou ainda dois outros clubes devedores: Atlético-MG e Santos. Dresch afirmou que essas pendências afetam de forma direta o planejamento financeiro do Dourado.

“O Santos também nos deve, o processo está parado na CNRD aguardando nova notificação. O Atlético comprou um jogador nosso, ele foi decisivo na Libertadores do ano passado, já revenderam para o Fortaleza e receberam boa parte da venda. Pagaram só R$ 500 mil de entrada e só vão iniciar pagamento parcelado em novembro”, explicou.

Ele reforçou que tem total legitimidade para cobrar:

“Isso atrapalha um clube do tamanho do Cuiabá. Como dono, preciso expor isso. Tenho legitimidade para cobrar qualquer um que me deve. Está prejudicando nosso projeto.”

Por fim, Dresch também cobrou a CBF, pedindo mais atenção à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), responsável por julgar conflitos entre clubes no futebol brasileiro.

“É um déficit que tivemos que absorver, captar empréstimos para manter o fluxo de caixa. A CBF precisa olhar com mais cuidado para a CNRD, ampliar a equipe e acelerar os processos”, concluiu.










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