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Dessa forma, o Rio de Janeiro possui potencial em função das categorias que estão ou já passaram pela cidade, como aquelas com motos, campeonatos de arrancada e diversas outras
Data: 04/09/2025 - Por: Da Redação
O Rio de Janeiro vai seguir o exemplo do Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, e construir um parque com autódromo, com participação da iniciativa privada. O objetivo é unir lazer, esporte e preservação ambiental em um mesmo espaço.
O prefeito Eduardo Paes sancionou a Lei Complementar 273/2024, que autoriza a construção do novo autódromo em Guaratiba, na zona Oeste da cidade, próximo ao terminal de BRT Mato Alto, entre a Avenida Dom João VI e a Estrada da Matriz. O equipamento chega após 12 anos sem pista destinada a competições automobilísticas na capital fluminense.
O projeto, discutido em audiências públicas, prevê uma Operação Urbana Consolidada (OUC), permitindo captar investimentos por meio da Transferência do Direito de Construir (TDC). Isso significa que a capacidade construtiva não utilizada na área do autódromo poderá ser transferida para outras regiões da cidade, financiando a obra.
Emendas da Câmara Municipal definiram que parte dos recursos arrecadados será destinada a melhorias no trânsito das áreas receptoras e que dois lotes dentro do parque receberão uma escola e espaço público de esporte e lazer.
Carlo Caiado, presidente da Câmara de Vereadores, destacou que o autódromo permitirá a realização de competições nacionais e internacionais, funcionando também como parque com área de proteção ambiental. “O empreendimento trará desenvolvimento para a Zona Oeste e novas oportunidades de lazer e esporte para os moradores”, afirmou.
Benefícios econômicos e ambientais
O setor automobilístico movimenta mais de R$ 1 trilhão ao ano no mundo. No Brasil, a Fórmula 1 gerou R$ 1,6 bilhão em São Paulo em 2023, e a etapa da Stock Car em Belo Horizonte movimentou R$ 170 milhões em 2024. O Rio de Janeiro terá potencial semelhante, com competições de motos, arrancadas e outras modalidades.
O autódromo ocupará apenas 2% da área do parque, enquanto os 98% restantes serão preservados. O projeto inclui replantio de espécies nativas, preservação de um manguezal de 43 mil metros quadrados, instalação de painéis solares, iluminação LED e sistemas de captação e reúso de água, garantindo sustentabilidade e proteção ambiental.