ACADEMIA FC
AA ARAGUAIA
CE DOM BOSCO
CUIABÁ EC
LUVERDENSE EC
MIXTO EC
NOVA MUTUM EC
OPERÁRIO VG
PRIMAVERA AC
UNIÃO ROO
Mato Grosso apresentou seu menor registro de focos de calor em agosto dos últimos 15 anos, totalizando 2.626 focos. A última vez que o mês teve um registro tão baixo foi em 2009, com 2.326 focos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Comparando agosto deste ano com o mesmo mês do ano passado, houve uma redução de 65,8% em todo o território estadual.
O comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Marco Aires, atribui essa redução a um período rigoroso de proibição do uso do fogo e a investimentos significativos do Governo de Mato Grosso, que permitem que o Corpo de Bombeiros atue de maneira mais eficiente durante os meses críticos devido às condições climáticas.
Desde 2019, foram investidos mais de R$ 105,9 milhões na área. Esses recursos possibilitaram a criação do BEA, que abriga uma central de monitoramento via satélite de alta tecnologia. Isso resulta em ações de combate a incêndios mais precisas e eficazes.
Para setembro e outubro, a corporação receberá um reforço de 174 brigadistas para combater incêndios florestais em 28 municípios de Mato Grosso.
Dados do Inpe também mostram que julho teve números positivos, com 1.453 focos, o menor número desde 2011, quando foram registrados 1.099 focos.
Entre julho e agosto, os dois primeiros meses do Período Proibitivo de Uso Regular do Fogo, houve uma redução de 57,5% no número de focos de calor em todo o estado de Mato Grosso em comparação com o mesmo período de 2022, segundo dados do Inpe.
A Amazônia registrou a maior redução, com 64,3%, enquanto o Cerrado teve uma redução de 39,8%. O Pantanal manteve um número estável de focos de calor, com 41 em ambos os anos.
Desde 1º de julho, o uso do fogo em áreas rurais está proibido em Mato Grosso, de acordo com o decreto nº 259/2023, que declara situação de emergência ambiental de maio a novembro. Isso permite a mobilização de esforços governamentais para prevenção e combate a incêndios.
O Governo também investe R$ 77,4 milhões no combate a incêndios florestais e ao desmatamento ilegal neste ano, um aumento de 29% em relação ao ano anterior, quando o valor era de R$ 60 milhões.